pelo fim da mediocridade na arte
domingo, 15 de maio de 2022
promessas, promessas e mais promessas
Me pergunto se realmente desejo ir pra França. Eu quero, mas quando? Desisto de decidir, de me programar. Tudo que programei foi desviado pela vida, ainda bem. Saudade que também me move. Seria legal ir, falar a língua, me afundar cada vez mais no cinema. Seria muito bom. Cinématheque, bolsas na Sorbonne, cahiers. Je ne sais pas.
Isso significaria renunciar o trabalho que conquistei aqui. Sim, considero uma conquista. Ganhar dinheiro respondendo email e reescrevendo argumento de filme. No Brasil. Impensável.
E tem a pesquisa que quero fazer. Quem sabe já não começo ano que vem? Cinema do Espírito Santo...projeto na ponta da língua. Ai Ai.
Mas o intercâmbio seria algo para 2024. Penso em deixar para a pós. Mas a pós, o pós, pós o que? Nem sei se entro nisso. Me formar não é mais uma questão urgente.
Me parece impossível separar esse projeto, o cineclube, da minha própria vida. Voltei para a minha cidade como se tivesse quebrado uma perna. Depois de um bom tempo engessado, aquele osso nunca volta exatamente pro mesmo lugar. Ainda bem. Gosto de pensar que colei, ou estou colando, os vários caquinhos de coisas que em algum momento se quebraram e que por descuido, na hora da limpeza, deixei debaixo do tapete. Cacos e ossos formam a escultura do que ainda está por vir.