sábado, 29 de janeiro de 2022
Dirigia uma van pela estrada que leva até Itacoatiara. Deu problema, a embreagem não funcionava e eu bati em 2 carros tentando dar ré na ladeira. Teve o estranho parto de Girassol. Que de repente era humana, e sangrava.
Mas eis que enfim, talvez na casa em que eu tinha que buscar algo para a Fabíola, Marina aparece. Nós conversamos. Eu digo que eu sabia que era um sonho, olhava pros lados, porque só ali eu podia vê-la, conversar com ela. Ela riu, disse que não sabia o que era sonho ou realidade, podia ser uma coisa ou outra, pra ela era tudo igual. Mas eu disse com afinco “não, é um sonho mesmo…e eu prefiro ficar aqui, porque aqui você não morreu”. Ela respondeu dizendo que não sabia se tinha morrido ou não. Sempre com um sorriso no rosto, se despediu, disse que precisava ir ganhar dinheiro. Aparentemente no céu se compra milagres como poçõezinhas mágicas.
domingo, 23 de janeiro de 2022
do que você quer fugir?
deste quarto?
desta casa?
dessa cidade?
ou?
dar voltas e voltas de bicicleta só pra adiar a volta
e
por outro lado foi bom parar de beber,
a ressaca estava insuportável e implicava em 1 dia de invalidez
a solidão deixa o trabalho fluir
e o livros chegarem até os olhos
li hoje james baldwin providencialmente na praia
e não encontrei ninguém
me canso dessa vida sola que sempre tive
penso nela e não gosto dela
mas as pessoas que encontrei como um bando
não me preenchem
e acho que essa não seja mesmo
a função delas